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27 de março de 2012

Fotógrafo alemão Helmut Newton ganha retrospectiva




Helmut Newton nasceu em Berlim no dia 31 de Outubro de 1920. Depois de participar, durante a segunda grande guerra no do exército australiano, em 1957 transferiu-se para Paris onde iniciou, profissionalmente, a atividade de fotógrafo.

Fotógrafo de moda e de nus femininos, colaborou com as mais importantes revistas de moda, entre as quais “VOGUE”, “ELLE”, “QUEEN”, “STERN”, “PLAYBOY”. A partir de 1981 passou a residir em Montecarlo.





Devemos reconhecer em Newton o maestro incontestável do “beauty” e de um erotismo personalíssimo.






Ele mesmo diz: “Eu sou superficial, as minhas imagens não são profundas, não sou um fotógrafo engajado, amo tudo que é artificial, belo, divertido. O bom gosto é a anti-moda, a anti-foto, a anti-mulher, o anti-erotismo! A vulgaridade é vida, diversão, desejo de reações extremas.”

O ambiente dominante nas suas fotos são as praias da moda, os halls ou quartos de grandes hotéis. O seu erotismo é a exaltação da superficialidade, levada a extremas consequências, mas mesmo assim de grande efeito plástico.



As suas modelos são exatamente o oposto das de Hamilton, delicadas e frágeis, enquanto as de Newton são frias, austeras e inquietantes.

Sob curadoria de June Newton, viúva e também musa do fotógrafo, a exposição, que abriu ao público no último sábado (24), e fica em cartaz até 17 de junho, é um tributo à cidade que rendeu ao alemão suas imagens mais icônicas. Nascido em uma família judia de Berlim, Newton teve contato com sua sexualidade desde cedo. Tais experiências viriam a influenciar fortemente seu trabalho futuro e os estudos do corpo feminino que empreendeu e que alteraram o curso da fotografia moderna. 

Fiquem com mais algumas obras desse artista que deixou sua marca na história da fotografia:





Helmut Newton
(1920-2004)

Fontes: www.terra.com.br
www.uol.com.br



By - Karina Carreira




Teatro Municipal de São Paulo tem programação especial para o Dia do Circo



Senhoras e senhores, respeitável público, esta teça-feira (27) é o Dia do Circo. E vai ter festa, vai ter lona, vai ter picadeiro. O endereço, simbólico, é o Teatro Municipal, no centro de São Paulo, que recentemente passou por uma completa reforma e comemorou 100 anos de fundação. "Vamos homenagear os palhaços, que tanta alegria trazem a crianças, jovens e adultos, e formam uma classe, infelizmente, superdesprestigiada", diz José Mauro Gnaspini, curador do evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. 


Gratuita, a comemoração começa às 10h30. Sob a lona montada na frente do teatro, vão se apresentar, até o início da noite, diversas companhias circenses contemporâneas. "Será um espetáculo atrás do outro", explica Gnaspini. Ele é experiente na organização de manifestações do tipo: também é curador da Virada Cultural, maratona de eventos que ocorre anualmente, desde 2005, na capital. Ao meio-dia, uma "palhasseata" sairá do Teatro Municipal e passará por locais importantes para a história circense paulistana, como o Beco do Piolin, no Largo do Paiçandu - no domingo, a Avenida Paulista já foi palco de uma passeata de palhaços. "Será uma manifestação bacana para que os paulistanos se lembrem do Dia do Circo", acredita o organizador. 


O Largo do Paiçandu e o dia 27 de março são extremamente simbólicos para a categoria. O Dia do Circo no Brasil é comemorado nesta data porque foi quando, em 1897, nasceu Abelardo Pinto, o palhaço Piolin, que se consagraria nos anos 1920, na companhia do grupo uruguaio Irmãos Queirolo. Mais tarde, Piolin montaria sua própria trupe. E, em 1972, para comemorar o cinquentenário da Semana de Arte Moderna, o então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp) Pietro Maria Bardi convidou o Circo Piolin para se apresentar no vão livre do museu. 


A proximidade de Piolin com os modernistas, no entanto, vinha de muito antes. Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e outros intelectuais do movimento literário, artístico e cultural consolidado na Semana de Arte Moderna - realizada em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal - viam no humor espontâneo de Piolin muitos dos ideais do Modernismo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Fonte: www.uol.com.br