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8 de agosto de 2012

Como seria um hospital se o médico errasse a porta do quarto e entrasse no armário?


A “visita” é sempre um grande jogo: o palhaço faz de conta que é médico e a criança dá forma ao espetáculo. A intenção não é distrair a criança da realidade na qual ela está inserida, e sim fazer daquele encontro um momento de diversão e cumplicidade. O programa é rotineiro – duas vezes por semana, seis horas por dia – e o trabalho em parceria é fundamental tanto entre a dupla de palhaços quanto entre a dupla e a criança. Os familiares e os profissionais de saúde também entram no jogo. 

O programa é gratuito para os hospitais e todos os hospitais atendidos pelo programa são públicos, com exceção do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, que foi berço do trabalho.


São Paulo

Conjunto Hospitalar do Mandaqui
Hospital Santa Marcelina
Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP
Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – ITACI
Hospital Municipal do Campo Limpo
Hospital Geral do Grajaú
Hospital Universitário da USP

Rio de Janeiro*

Hospital Adão Pereira Nunes
Hospital Alberto Torres
Hospital Azevedo Lima
Hospital Eduardo Rabello
Hospital Rocha Faria
Hospital Santa Maria
Hospital Tavares Macedo

* No Rio de Janeiro são contemplados somente os projetos Plateias Hospitalares e Boas Misturas.

Recife

Hospital Barão de Lucena
Hospital Oswaldo Cruz
Hospital da Restauração
Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira – Imip

Belo Horizonte

Santa Casa de Belo Horizonte
Hospital das Clínicas da UFMG
Hospital da Baleia



Fonte: doutoresdaalegria.org.br

27 de março de 2012

Teatro Municipal de São Paulo tem programação especial para o Dia do Circo



Senhoras e senhores, respeitável público, esta teça-feira (27) é o Dia do Circo. E vai ter festa, vai ter lona, vai ter picadeiro. O endereço, simbólico, é o Teatro Municipal, no centro de São Paulo, que recentemente passou por uma completa reforma e comemorou 100 anos de fundação. "Vamos homenagear os palhaços, que tanta alegria trazem a crianças, jovens e adultos, e formam uma classe, infelizmente, superdesprestigiada", diz José Mauro Gnaspini, curador do evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. 


Gratuita, a comemoração começa às 10h30. Sob a lona montada na frente do teatro, vão se apresentar, até o início da noite, diversas companhias circenses contemporâneas. "Será um espetáculo atrás do outro", explica Gnaspini. Ele é experiente na organização de manifestações do tipo: também é curador da Virada Cultural, maratona de eventos que ocorre anualmente, desde 2005, na capital. Ao meio-dia, uma "palhasseata" sairá do Teatro Municipal e passará por locais importantes para a história circense paulistana, como o Beco do Piolin, no Largo do Paiçandu - no domingo, a Avenida Paulista já foi palco de uma passeata de palhaços. "Será uma manifestação bacana para que os paulistanos se lembrem do Dia do Circo", acredita o organizador. 


O Largo do Paiçandu e o dia 27 de março são extremamente simbólicos para a categoria. O Dia do Circo no Brasil é comemorado nesta data porque foi quando, em 1897, nasceu Abelardo Pinto, o palhaço Piolin, que se consagraria nos anos 1920, na companhia do grupo uruguaio Irmãos Queirolo. Mais tarde, Piolin montaria sua própria trupe. E, em 1972, para comemorar o cinquentenário da Semana de Arte Moderna, o então diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp) Pietro Maria Bardi convidou o Circo Piolin para se apresentar no vão livre do museu. 


A proximidade de Piolin com os modernistas, no entanto, vinha de muito antes. Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e outros intelectuais do movimento literário, artístico e cultural consolidado na Semana de Arte Moderna - realizada em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal - viam no humor espontâneo de Piolin muitos dos ideais do Modernismo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Fonte: www.uol.com.br